Segundo um estudo recente publicado pela JAMA Ophtalmology, uma mulher terá perdido parcialmente a visão após a aplicação de uma tinta capilar que continha PPD.
A parafenilenodiamina, normalmente conhecida como PPD, é um composto químico frequentemente utilizado nas tintas para cabelo permanentes. É esta substância que permite alcançar cores intensas e duradouras, aquelas tonalidades profundas que tantas clientes procuram no salão. Mas afinal, o que está realmente na sua composição? Será segura para a sua saúde e para quem confia nos seus serviços? Existem alternativas de tinta capilar sem PPD que sejam eficazes e mais naturais? Neste artigo analisamos esta substância de forma clara, do início ao fim, para ajudar a tomar decisões mais conscientes.
A fenilenodiamina é uma substância química pertencente à família dos benzenos, conhecida pelo seu elevado potencial alergénico. Atua como agente colorante ao penetrar diretamente na fibra capilar. Graças à sua capacidade de formar pigmentos complexos durante o processo de oxidação, a PPD permite criar uma vasta gama de cores, desde pretos intensos até castanhos profundos e luminosos.
A PPD deriva da anilina e integra o grupo das aminas aromáticas. Tornou-se popular na indústria das tintas capilares pela sua eficácia e estabilidade. Quando combinada com um oxidante, desencadeia uma reação química que cria pigmentos permanentes que se fixam no interior do cabelo. O resultado é uma coloração resistente às lavagens e à exposição solar, com uma duração que pode prolongar-se por várias semanas.
No entanto, trata-se de um componente perigoso. Convém saber que a PPD está proibida desde 2005 pela legislação europeia em cosméticos destinados a contacto direto com a pele. Ainda assim, continua autorizada nas tintas capilares, desde que a concentração não ultrapasse os 6%. Isto demonstra bem o nível de precaução associado a esta substância e os potenciais riscos envolvidos.
Tal como a PPD, a PTD (paratoluenodiamina) é também um agente colorante considerado problemático e presente em muitas tintas químicas tradicionais. Sempre que possível, faz sentido privilegiar uma tinta para cabelo sem PPD e sem PTD, sobretudo quando se procura uma abordagem mais natural no cuidado do cabelo.
Enquanto cabeleireiro, existe uma exposição diária a este tipo de substâncias. São aliás, os profissionais mais vulneráveis, já que manipulam tintas regularmente, por vezes com luvas, outras vezes sem proteção adequada. Para além do contacto direto, há ainda a inalação constante dos vapores libertados durante a aplicação. Não é propriamente o cenário mais seguro. A pele pode ressentir-se com o tempo e, em alguns casos, também a saúde geral acaba por ser afetada.
Um dos principais riscos associados à PPD nas tintas de cabelo é o desenvolvimento de reações alérgicas. Estas podem variar de intensidade e manifestar-se através de sintomas como:
Para além das alergias, existem perigos ainda mais sérios. A exposição contínua a esta substância pode levar ao aparecimento de asma em alguns cabeleireiros ou clientes. Mais preocupante ainda, estudos mostram uma incidência maior de cancro da bexiga ou da garganta entre profissionais da área do cabeleireiro.
Ninguém deseja chegar a este ponto e lidar com compostos tão prejudiciais no trabalho. Tornou-se urgente procurar alternativas mais saudáveis, como tintas cabelo profissionais sem PPD.
Recentemente, soube-se que a visão também pode ser afetada. Um artigo recente da Science Vie relata o caso de uma mulher na casa dos 60 anos que, após uma tinta convencional num salão de cabeleireiro, começou a notar sintomas anormais: problemas de visão, visão turva e manchas negras. Ao investigar a composição da tinta, o médico concluiu sem dúvida que a PPD era a responsável. Esta mulher desenvolveu retinopatia, perdendo parcialmente a visão. Felizmente, encontra-se hoje melhor.
É evidente que ninguém quer chegar a este ponto, nem causar danos semelhantes a clientes. Chegou o momento de optar por colorações sem PPD ou tintas capilares sem PPD.
Ao contrário do que se possa pensar, a parafenilenodiamina não é indispensável para pintar o cabelo. Existem outras soluções que protegem a saúde dos clientes e a sua, ao mesmo tempo que eliminam este composto químico.
Por exemplo, há tintas capilares sem PPD que oferecem resultados igualmente eficazes. A coloração vegetal é uma destas opções: 100% natural, duradoura e capaz de conferir cor e vitalidade ao cabelo das suas clientes, sem comprometer a saúde.
Mudar o conceito do seu salão para adotar tintas sem PPD não é complicado. Basta encontrar o parceiro certo e avançar com confiança no novo conceito. É um passo importante para o seu futuro e o dos seus clientes.
A coloração vegetal sem PPD da Hairborist permite cuidar da sua saúde e da dos seus clientes ao máximo. Acabam as comichões, irritações, inflamações ou problemas respiratórios. A sua saúde deve ser prioridade e não é normal assumir riscos no trabalho. O seu dia a dia deve ser saudável, livre de químicos agressivos.
Por isso, desenvolvemos várias pós de diferentes tons, oferecendo um leque amplo de possibilidades em coloração vegetal. Qualquer pessoa pode pintar o cabelo naturalmente, mesmo as mais sensíveis. Não queremos deixar ninguém de fora, pois a saúde de todos deve ser preservada.
Se desejar iniciar-se na coloração vegetal, estamos prontos para apoiar. Os nossos consultores Hairborist fornecem toda a informação necessária e formam os clientes para que dominem a técnica e as especificidades deste tipo de coloração.
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